domingo, 2 de outubro de 2011

POEMA DA DESPEDIDA (Mia Couto)

Não saberei nunca
dizer adeus
Afinal,
só os mortos sabem morrer
Resta ainda tudo,
só nós não podemos ser
Talvez o amor,
neste tempo,
seja ainda cedo
Não é este sossego
que eu queria,
este exílio de tudo,
esta solidão de todos
Agora
não resta de mim
o que seja meu
e quando tento
o magro invento de um sonho
todo o inferno me vem à boca
Nenhuma palavra
alcança o mundo, eu sei
Ainda assim,
escrevo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

BIOSSÍNTESE INTEGRAÇÃO DA VIDA

A Biossíntese é uma abordagem psicoterapêutica corporal, desenvolvida pelo inglês David Boadella, que se caracteriza pelo enfoque embriológico na compreensão da dinâmica psíquica e somática do ser humano. Biossíntese significa integração da vida e o trabalho terapêutico consiste na ligação entre a experiência psíquica, a existência somática e a essência do indivíduo.
O conceito central da Biossíntese tem por base a existência de três correntes energéticas fundamentais no organismo humano, também chamadas de "fluxos vitais", que fluem pelo corpo e que estão associadas com as três camadas celulares germinativas no embrião (ectoderma, mesoderma, endoderma), a partir das quais se formam os diferentes órgãos. Estes fluxos vitais expressam-se como fluxos de movimento pelos caminhos musculares; como fluxos de percepções e imagens através do sistema nervoso; e como fluxo de vida emocional que estão localizados no centro do corpo e fluem através dos órgãos do tronco. Um estresse excessivo experienciado na vida intra-uterina e extra-uterina quebra a integração dessas três correntes.
O trabalho terapêutico na Biossíntese pode ser definido como uma tentativa de restaurar essa integração. A reintegração terapêutica efetua-se através de uma ajuda na recuperação de equilíbrio emocional e da respiração harmoniosa; na retonificação dos músculos e na integração postural; e na vinculação e a organização da experiência através do contato visual e comunicação verbal.
O trabalho de integração entre ação, sentimento e pensamento constitui o fundamento externo da Biossíntese. Existe, também, um fundamento interno que sustenta o externo e expressa a essência ou o espírito de cada indivíduo. A Biossíntese dá grande ênfase a este nível interior, reconhecendo que o trabalho psicossomático abre conexões para além do corpo e que o desenvolvimento espiritual é impossível sem o trabalho sobre os bloqueios somáticos e as distorções caracterológica.

*Paulo Lopes: Psicólogo Clínico com especialização em Biossíntese

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ESTRESSE (*Paulo Lopes)

O termo estresse é amplamente usado na linguagem atual e nos meios de comunicação. Ele está relacionado ao sentido de mudança, que é um dos mais efetivos agentes estressores. Como desde o momento de nossa concepção enfrentamos mudanças continuamente e a manutenção da vida depende justamente da capacidade de nos adaptarmos a essas mudanças, podemos concluir que o estresse é inerente à vida.
Nossa saúde e nossa felicidade dependem da nossa capacidade de ajustamento ao ambiente em que vivemos. Esse contínuo processo de adaptação consome energia e por isso o estresse pode ser considerado como o grau de desgaste total causado pela vida.
Assim, qualquer mudança em nossas vidas tem o potencial de causar estresse, tanto as boas quanto às más. Na verdade, ninguém pode viver sem estresse e isso não diz respeito apenas a doenças físicas ou mentais, traumas, contrariedades e tensões. Todas as situações que podem acionar os mecanismos de adaptação geram estresses. Esses estresses não são necessariamente prejudiciais ao organismo, desde que esteja capacitado a recebê-lo, de modo que uma mesma situação possa levar um indivíduo à doença, e ser uma experiência revigorante para outro. O estresse ocorre, então, de forma variável, dependendo da intensidade do evento de mudança.
Os processos adaptativos de nosso organismo às mudanças físicas ou psicológicas que enfrentamos constituem a chamada Síndrome de Adaptação Geral, expressão usada por Hans Selye o criador da moderna conceituação de estresse.
Quando estamos em uma situação que haja uma ameaça à nossa homeostase, ou seja, ao nosso equilíbrio bio-psíquico, a reação básica é a de luta ou fuga. Preparando-se para tais reações, o organismo aciona imediatamente mecanismos neuro-hormonais que se manifestam por alterações cardiovasculares, respiratórias, gastrintestinais, urinárias etc.
Para que ocorra uma reação de estresse é necessária a interação de três fatores: o estressor, o contexto e a vulnerabilidade.
Os estressores, agentes de mudança, são representados por inúmeros agentes físicos, químicos, virais, bacterianos, biológicos e sociais, especialmente os resultantes de conflitos interpessoais, manifestos de modo verbal ou simbólico.
Os fatores de contexto são os inerentes ao ambiente em que vivemos, seja ele o familiar, o de uma empresa, de uma nação ou mesmo mundial. Entre eles podemos considerar as condições de vida em termos de padrões morais e sociais, econômicos, de segurança, políticos etc.
Os fatores de vulnerabilidade são os que dizem respeito à nossa individualidade em termos de hereditariedade, personalidade, idade, sexo, grau de instrução, experiências de vida etc. A personalidade é um dos mais importantes fatores de vulnerabilidade, pois condiciona nosso comportamento e nossa interpretação subjetiva do potencial estressor de uma situação.
São esses fatores, especialmente os de vulnerabilidade, que explicam o porque de um agente ser estressor para um indivíduo e não o ser para outro.
Como nossos recursos fisiológicos são limitados e como os efeitos do estresse são cumulativos, os limites de nossa tolerância individual podem ser ultrapassados e, nessas condições, tornamo-nos mais vulneráveis às doenças. Problemas físicos produzem alterações mentais, emocionais e comportamentais, da mesma forma que problemas emocionais podem levar a sérias desordens orgânicas – as doenças psicossomáticas – comumente relacionadas ao estresse.
Não é razoável supor que a exposição a uma situação estressante seja a única e suficiente razão para a ocorrência de uma doença qualquer, entretanto torna-se incontestável a marcante influência do estresse na grande maioria dos estados mórbidos.
Hans Selye dividiu o processo de estresse em três fases, que se sucedem quando os agentes estressores continuam de forma não interrompida em sua ação:

 Fase de Alerta: é a fase em que os estímulos estressores começam a agir. Nosso cérebro e hormônios reagem rapidamente, e podemos perceber os seus efeitos, mas somos geralmente incapazes de notar o trabalho silencioso do estresse crônico nesta fase. Se o indivíduo conseguir aproveitar esta fase para atuar sobre seu agente estressor, a energia que o estresse lhe oferece pode ser usado para seu proveito próprio. Nesta fase o indivíduo fica mais alerta e seu corpo com o metabolismo mais acelerado.

 Fase de Resistência: se o estresse persiste, é nesta fase que começam a aparecer as primeiras conseqüências mentais, emocionais e físicas do estresse crônico. Se o agente estressor continua atuando sobre o indivíduo, o corpo que já está cansado, passa a ficar desgastado pelo grande consumo de energia que utiliza. Nesta fase o indivíduo começa a sentir bastante cansaço e a resistência orgânica enfraquece, podendo desenvolver problemas simples como dor de cabeça, gripes e resfriados constantes, e espinhas, dentre outros. Há dificuldades de concentração e de memória, e também um decréscimo importante na produtividade.

 Fase de Exaustão: é a fase em que o organismo capitula aos efeitos do estresse, levando à instalação de doenças físicas ou psíquicas. Se o indivíduo continuar reagindo ao agente estressor ou não conseguir resolver a situação que origina o estresse, o organismo entra em exaustão, e pode necessitar de uma hospitalização para cuidados médicos especializados e intensivos. As doenças que já tinham na segunda fase aumentam sua intensidade, e doenças mais sérias como hipertensão arterial crônica, úlcera gástrica, diabetes, depressão, problemas de pele, dentre outros, se instalam.

Para controlar e administrar o estresse é necessário uma qualidade de vida favorável à saúde. Não confundir qualidade de vida (afetividade, alimentação saudável, contato com amigos e familiares, atividade física, vivência religiosa, atendimento de suas necessidades básicas de moradia, sono e lazer) com padrões de vida (dinheiro, posses, luxo, muitas facilidades, etc.).

Várias estratégias se aplicam com sucesso no tratamento do estresse:

 Alimentação saudável: em todas as fases do estresse, o corpo consome mais energia, vitaminas e sais minerais. Uma alimentação saudável o ajudará a manter suas reservas de energia e substâncias vitais para a saúde.
 Relaxamento psicossomático: utilizando técnicas de relaxamento, tanto cognitivas quanto física, descansaremos ao mesmo tempo o corpo e a mente, diminuiremos a ansiedade, relaxaremos os músculos e nosso metabolismo trabalhará mais lentamente, favorecendo um reequilíbrio e recuperando a energia gasta.
 Atividade física: o exercício físico contribui para que o corpo “queime” a tensão acumulada sobre o organismo relaxando-o, além de tonificar os músculos e melhorar a oxigenação.
 Psicoterapia: através de um processo psicoterapêutico, aprende-se a avaliar o estilo de vida, aceitar as mudanças, reconsiderar prioridades e atitudes favoráveis à sua saúde e qualidade de vida.



*Paulo Lopes é psicólogo clínico com consultórios nas cidades de João Pessoa e de Recife.


sábado, 11 de junho de 2011

Os gays e a bíblia - Por Frei Betto

É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos.

No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”...).

Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc).

No 60º aniversário da Decclaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade”.

A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu Catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.

Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hétero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.

São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a homofobia não se justifica apenas pela violência física sofrida por travestis, transexuais, lésbicas etc. Mais grave é a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.

A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama...).

Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?

Ora, direis ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.

Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?

Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.


Fonte: amaivos.uol.com.br

quarta-feira, 25 de maio de 2011

SUPREMO COLORIDO

SUPREMO COLORIDO

"Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro" (Romanos 1:26-27).

"Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas . . . herdarão o reino de Deus" (1 Coríntios 6:9-10).



O Supremo Tribunal Federal realizou quarta-feira passada o julgamento das duas ações conexas que postulavam reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Após o pronunciamento de nove entidades, na condição de “amicus curiae”, e horas de discussão, o ministro Ayres Britto deu seu voto favorável ao reconhecimento da união entre casais homoafetivos, acompanhado pelos seus pares, por unanimidade.

Como dito, são duas demandas que tratavam do mesmo assunto. Uma foi proposta pelo Estado do Rio de Janeiro, e outra pela Procuradoria Geral da República, subscrita pela colega Deborah Duprat. Nesta, de caráter mais amplo, o MPU postulava igualdade dos direitos de família para núcleos de vivência homoafetiva. Na outra, o governo do Rio intencionava que o regime jurídico das uniões estáveis fossem aplicados aos casais homossexuais, para que servidores tivessem assegurados benefícios, como previdência e auxílio saúde etc.

Dos terceiros interessados no julgamento, destacou-se negativamente a postura da Igreja Católica, através da CNBB, a qual argumentou que a Constituição Federal é clara, quando fala que a união estável somente ocorre entre homem e mulher e a trata de entidade familiar (art. 226, §3º, CF). Esclareceu a CNBB que “o episcopado brasileiro não vem trazer seu catecismo ou citar conceitos bíblicos”. Ora, se não vai levantar a bandeira da religiosidade no Excelso Pretório, que legitimidade e interesse processual tem esta instituição para falar da Ciência do Direito num Estado laico, quando o alvo de sua vocação é o campo da teologia e da normatividade meramente moral? O mesmo raciocínio se aplica a todas as outras entidades religiosas análogas, nomeadamente cristãs, as quais almejam interferir nas regras jurídicas do Estado, manipulando a população.

Feitas estas digressões, na semana passado, o STF fez nascer de suas entranhas um novo Brasil: mais tolerante e antenado com as tendências mundiais do respeito à diversidade e aos direitos humanos. A corte constitucional brasileira deu uma verdadeira aula de direitos humanos in natura, cidadania, dignidade e respeito às minorias, mostrando à sociedade que a lei constitucional não é uma letra morta, decantada nas tribunas e jamais vivida nos nossos cotidianos.

O voto do ministro-relator (Ayres), ao meu ver, transcendeu aos limites de um mero tratado técnico-jurídico de direitos humanos e garantias fundamentais. Seu argumento, ao meu ver, constituiu uma tese multidisciplinar, constitucionalmente adequada, sobre a poesia do amor, a diferença entre afetividade e sexualidade e, mais, a avaliação sábia dos anelos que rondam a complexa alma humana, na sua intimidade, sendo esta uma garantia fundamental pétrea resguardada pela Lei Maior.

Cito-o, porque sou incapaz de repetir com tamanha sensibilidade suas palavras:

“Esse mesmo e fundamental direito de explorar os potenciais da própria sexualidade tanto é exercitável no plano da intimidade (absenteísmo sexual e onanismo) quanto da privacidade (intercurso sexual ou coisa que o valha). Pouco importando, nesta última suposição, que o parceiro adulto seja do mesmo sexo, ou não, pois a situação jurídica em foco é de natureza potestativa (disponível, portanto) e de espectro funcional que só pode correr parelha com a livre imaginação ou personalíssima alegria amorosa, que outra coisa não é senão a entrega do ser humano às suas próprias fantasias ou expectativas erótico-afetivas. A sós, ou em parceria, renove-se o juízo. É como dizer: se o corpo se divide em partes, tanto quanto a alma se divide em princípios, o Direito só tem uma coisa a fazer: tutelar a voluntária mescla de tais partes e princípios numa amorosa unidade. Que termina sendo a própria simbiose do corpo e da alma de pessoas que apenas desejam conciliar pelo modo mais solto e orgânico possível sua dualidade personativa em um sólido conjunto, experimentando aquela nirvânica aritmética amorosa que Jean-Paul Sartre sintetizou na fórmula de que: na matemática do amor, um mais um... é igual a um”.

Na verdade, concordando com o douto jurista, entendo que o caput do art. 226 da Constituição fala em família como alvo de proteção especial do Estado. Este, ao meu ver, é o aspecto fundamental da finalidade da norma, independentemente de quem venha a compor a unidade familiar (se monoparental, homo ou heterossexual). Não prevalece o argumento de que o parágrafo terceiro restringe a família ao somatório do homem à mulher, isto porque se assim o fosse, entraria em choque letal com os princípios superiores da República: não-discriminação, igualdade entre todos e os direitos inalienáveis à personalidade, à dignidade, à intimidade e à honra.

A bem da verdade, sabemos que, de todas as regras de hermenêutica jurídica, a interpretação literal é a mais primária e frívola, sendo concorrentes a este método as interpretações teleológica e a sistemática, as quais levam em consideração outros critérios significativamente profundos para a aferição do significado da norma, o que é o caso.

Ora, se nós temos como primado da República a igualdade absoluta entre todos os brasileiros e é um fato social inegável a existência de casais de homens ou de mulheres formando núcleos familiares, o Direito não pode ignorar este fato sob pena de comprometer a eficácia da seiva constitucional da igualdade, sem discriminação da identidade sexual e afetiva diversificada da sociedade brasileira.

O pronunciamento do Supremo Tribunal mostrou a todos como se faz um Estado de Direito que tem como base a dignidade humana. Espero que os nossos parlamentares federais, não tão cultos e preparados como os Ministros do STF, mas que exercem múnus público de igual grandeza, aprendam o que é Direito e legislem sobre o assunto, sem arroubos religiosos, crises de neuras ou interesses obtusos de facções parvas que pregam o crime de ódio, a segregação, o neonazismo ou argumentos rastejadores e supérfluos como aqueles exarados, por "Sua Excelência", o deputado federal Jair Bolsonaro que excretou fezes na Constituição, propagando o racismo, a homofobia e a discriminação (http://www.youtube.com/watch?v=9T5ZSAO1MVg).

Nesse diapasão, aos gays, lésbicas, heterossexuais, assexuados, celibatários, bissexuais, homens, mulheres, negros, brancos, pardos, ateus, cristãos, umbandistas, judeus e tod@s, desejo dias melhores, lembrando que não existe fraternidade, sem igualdade.

*Postado por Eduardo Varandas Araruna em 08/05/11 as 22:31
Blog de Eduardo Varandas Araruna (http://www.wscom.com.br/blog/eduardovarandas/blog/filtro/2011/valor/05)

domingo, 3 de abril de 2011

A CHEGADA DO ANO DE 2012....( mensagem do mestre SAI BABA )

Bom, por um lado existem várias profecias que indicam esta data como
um momento importante da história da humanidade, mas a mais
significativa é o término do calendário Maya, cuja profecia foi
interpretada de várias formas. Os mais negativos pensam que nesse ano
o mundo termina, mas isto não é real, pois sabemos que neste ano
começa a Era de Aquário.
Na verdade este planeta está sempre mudando a sua vibração, e estas
mudanças intensificaram-se desde 1898, levando a um período de 20 anos
de alterações dos pólos magnéticos que não ocorriam há milhares de
anos. Quando ocorre uma mudança do magnetismo da terra, surge também
uma mudança consciencial, assim como uma adaptação física à nova
vibração. Estas alterações não acontecem apenas no nosso planeta, mas
em todo o universo, como a ciência atual tem comprovado.
Informe-se sobre as mudanças das tempestades solares (que são
tempestades magnéticas) e perceberá que os cientistas estão a par
destes assuntos. Ou pergunte a um piloto aviador sobre o deslocamento
dos pólos magnéticos, já que todos os aeroportos foram obrigados a
modificar os seus instrumentos nos últimos anos.
Esta alteração magnética se manifesta como um aumento da luz, um
aumento da vibração planetária.
Para entender mais facilmente esta questão, é preciso saber que a
vibração planetária é afetada e intensificada pela consciência de
todos os seres humanos. Cada pensamento, cada emoção, cada ser que
desperta para a consciência de Deus, eleva a vibração do planeta.
Isto pode parecer um paradoxo, uma vez que vemos muito ódio e miséria
ao nosso redor, mas é assim mesmo.
Venho dizendo em mensagens anteriores que cada um escolhe onde colocar
a sua atenção. Só vê a escuridão aqueles que estão focados no drama,
na dor, e na injustiça. Aquele que não consegue ver o avanço
espiritual da humanidade, não tem colocado a sua atenção nesse
aspecto.
Porém se liberar sua mente do negativo, abrirá um espaço onde sua
essência divina pode manifestar-se, e isto certamente trará o foco
para o que ocorre de fato neste momento com o planeta e a humanidade.
“Estamos elevando a nossa consciência como jamais o fizemos”.

Como assim? Não percebe a escuridão?

Vejo-a sim, mas não me identifico com ela, não a temo. Como posso
temer a escuridão se vejo a luz tão claramente? Claro que entendo
aqueles que a temem, porque também fiquei parado nesse lugar onde
apenas via o mal. E por esta razão sinto amor por tudo isso.
A escuridão não é uma força que obriga a viver com mais ruindade ou
com mais ódio. Não é uma força que se opõe à luz. É ausência da luz.
Não é possível invadir a luz com a escuridão, porque não é assim que
o principio da luz funciona. O medo, o drama, a injustiça, o ódio, a
infelicidade, só existem em estados de penumbra, porque não podemos
ver o contexto total da nossa vida. A única forma de ver a partir da
luz é por meio da fé. Assim que aumentamos a nossa freqüência
vibracional (estado de consciência), podemos olhar para a escuridão e
entender plenamente o que vivemos.
Mas como pode afirmar tudo isso, se no mundo existe cada vez mais maldade?

Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora.
Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas
coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada
de 100W, verá muita desordem e um tipo de sujeira que você nem
imaginava que tinha naquele local.
A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E
isto faz com que muitas pessoas que lêem estas afirmações as
considerem loucura.
Percebeu que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez
mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o
entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.
Esta nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas,
depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as
pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus
quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz.
E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e
começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.
Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não
conseguem resolver, já que não provem de uma doença que possa ser
diagnosticada.
Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas
emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira
de anos que agora precisa ser limpo.
Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum
tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, assistam TV. Não
imaginem que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova
vibração planetária. No dia seguinte seu sono ficará normal, e não
sentirá falta de dormir.
Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais
intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que
a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para
isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que
farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.
Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade
deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão
sentidos com mais intensidade, assim como o amor. Quando aumentamos a
intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o
que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.
Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos.
Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência
jamais imaginada.
Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A
ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está
acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos
não o deixem assustado, por não saber do que se trata.